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Desemprego Estrutural X Desemprego Conjuntural. Qual a diferença entre eles e como lidar com cada um.

O desemprego no Brasil tem duas faces diferentes. De um lado, temos o desemprego conjuntural. Ele acontece quando a economia entra em recessão, ou quando a economia do país cresce a uma taxa menor do que o aumento da população economicamente ativa.

Este tipo de desemprego tende a cair quando a economia volta a crescer, pois as empresas precisam aumentar sua produção e suas vendas.

Do outro lado, temos o desemprego estrutural, que surge a partir da implementação de novas tecnologias e processos produtivos e de relacionamento com os clientes, impacta de forma definitiva as carreiras.

Vamos dar um exemplo muito simples: Quantos funcionários atuavam como caixas nas agências bancárias há cerca de duas décadas? E quantos atuam hoje nessa função?

Agora pense na mecanização das lavouras; na automação e robotização de processos de produção industrial; na informatização em empresas e órgãos públicos, na melhoria dos processos administrativos nas empresas com a introdução de novas tecnologias.

O que todas essas mudanças têm em comum é simples: empregos que exigiam pouca ou nenhuma formação ou conhecimento técnico deixam de existir. E no seu lugar, surgem empregos que exigem qualificação técnica.

Em um país no qual o analfabetismo ainda é uma realidade e que quase um terço da população com mais de 25 anos não tem ensino fundamental completo, a evolução tecnológica do mercado do trabalho fará com que grande parte dos desempregados não consigam retornar ao mercado de trabalho, por que suas profissões ou empregos simplesmente deixaram de existir.

A primeira vez que me deparei com o conceito de desemprego estrutural foi quando comecei a lecionar.

Sonhei com a profissão de professor universitário durante toda a minha vida. Três anos após começar a lecionar, fui convidado a gravar aulas para uma graduação a distância.

O material que gravei em 2007 continua sendo vendido até hoje e já foi usado por dezenas de milhares de alunos. Ou seja, eu poderia dar aula o resto da vida para esses alunos. Mas com a tecnologia EAD, gravei a aula uma vez e ela atingiu milhares de pessoas. Minha profissão de professor pode ser substituída a qualquer momento. E será!

Quando me vi a primeira vez em uma vídeo-aula, percebi que, por melhor que eu achasse que era em uma aula presencial, não tinha nenhuma competência para gravar uma aula.

Tive que fazer cursos de como falar para uma câmera, aulas de fonoaudiologia, treinar muito para poder, hoje, estar preparado para atuar como professor de ensino a distância. Compare o vídeo abaixo, da primeira aula que gravei, com o vídeo que postei mais acima, que gravei no ano passado.

Para sobreviver em minha profissão, tive que me reinventar. Mas será que os milhões de desempregados que viram sua profissão deixar de existir terão essa oportunidade ou capacidade?

Agora, pare!. Pense na sua carreira, na sua profissão, no seu emprego. Ele existirá da mesma forma daqui a 10 anos? Se a resposta é não (e provavelmente será) está na hora de começar a se mexer. Por que você pode ser a próxima vítima do desemprego estrutural pode ser você.

 

 

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