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Mesmo com um desemprego tão alto, algumas empresas ainda reclamam da falta de mão de obra!

Por que, em um momento de desemprego tão alto, muitas empresas ainda reclamam da dificuldade em preencher vagas abertas? Por que muitas das competências exigidas por esses cargos não são encontradas em nossa mão-de-obra disponível.

O estudo “Novas habilidades no trabalho – Desenvolvimento de competências que levam ao crescimento econômico”, da Fundação JP Morgan Chase e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que o  baixo nível de qualificação da mão de obra é uma das principais explicações desse desencontro entre mercado de trabalho e mercado de Recursos Humanos.

Nilson Pereira, country manager da Manpower Brasil disse, ao apresentar o estudo: “O brasileiro é muito fixado na ideia de ter um diploma de graduação, e acaba se formando em áreas como administração ou direito, que não são tão solicitadas pelo mercado atualmente”.

Ele tem razão. Dos cerca de 7 milhões de alunos matriculados nos cursos superiores  no Brasil, quase 30% se concentram nos cursos de Direito, Administração e Pedagogia. Para se ter uma ideia dessa concentração, o quarto curso em número de alunos, Ciências Contábeis, tem cerca de metade dos alunos matriculados no curso de Pedagogia.

O estudo mostra que buscar a formação técnica pode aumenta a empregabilidade, principalmente entre a população mais jovem. Que hoje sofre com um índice de desemprego alarmante: entre jovens até 24 anos, chega a 27,2%.

O mercado atual exige competências novas e mais complexas. O objetivo desse artigo não é discutir o modelo educacional do país. Mas o estudo da FGV afirma que o ensino no Brasil é focado na transmissão de informações teóricas sobre temas como história, biologia e geografia. Assim, há pouca ligação da escola com a vida prática na carreira e no mercado de trabalho. Entre outras coisas, esse gap entre a escola e a empresa aumenta a evasão escolar.

Outro ponto é a necessidade do novo profissional apresentar competências socio-emocionais, ligadas ao comportamento e relacionamento interpessoal. Luiz Eduardo Leão, do SENAI aponta algumas dessas competências: comunicação, capacidade de resolução de problemas, pensamento crítico e criatividade.

O ponto principal do estudo é mostrar que o mercado de trabalho muda, evolui, se desenvolve, é impactado por mudanças tecnológicas e sociais.

E nós, como profissionais, precisamos evoluir também

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